Sábado, Junho 10, 2006

Sociedade

Reacções à lei da descriminalização do consumo de drogas

A lei da descriminalização do consumo de drogas tem sido muito criticada: a posse de estupefacientes para dez dias de consumo não é crime em Portugal o que tem originado sérios problemas. Nos tribunais tem havido casos de quem transporta quantidades inferiores para tráfico e superiores para consumo. Segundo o presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, João Goulão, é necessário rever a lei, evoluir em número de equipas de rua para levar mais utilizadores de substâncias ao tratamento, não esquecendo a necessidade absoluta de reduzir a procura de drogas combatendo a oferta, o tráfico, e por último, a intervenção primária junto dos jovens, orientados para novas realidades como o consumo de drogas sintéticas ou os policonsumos, em ambientes de diversão nocturna bares e discotecas.
Vários estudos revelam que o cannabis continua a ser a droga ilícita mais consumida ao longo da vida, com uma taxa de 7,6 por cento, mas com valores abaixo dos outros países europeus. No Reino Unido, a percentagem é de 25, em França de 21,9 e em Espanha de 19,8. Já em relação à heroína, a realidade é oposta, com Portugal a apresentar um consumo de 0,7 por cento, só ultrapassado pelo Reino Unido. Quase um terço da população (29 por cento) diz ter fumado no último ano, valor que ascende aos 75 por cento em relação ao álcool.

Bloco de Esquerda apresenta alterações em relação à lei actual

As propostas do Bloco de Esquerda assentam em quatro grandes alterações em relação à lei actual: a legalização condicionada das chamadas drogas leves, nomeadamente dos derivados de cannabis, em nome da separação dos mercado e do combate ao tráfico ilegal a despenalização do consumo de drogas ilegais, porque os toxicodependentes não podem ser considerados criminosos, nem a exclusão da sociedade é uma alternativa à dependência e à marginalidade, o alargamento das políticas de diminuição de riscos, porque algumas toxicodependências se transformam num gravíssimo problema de saúde pública e de segurança, não apenas para o próprio, como para terceiros e por último, a necessidade do aumento do investimento público e de novas estratégias, seja nos domínios da prevenção primária, quer no acesso ao tratamento em comunidades terapêuticas.
A política criada em Portugal de luta contra a toxicodependência está a evoluir e nada há mais a fazer”. A proposta do Bloco de Esquerda, à semelhança apresentada pela JSD, defende o comércio passivo da cannabis e dos seus derivados em estabelecimentos próprios semelhantes aos "coffee shops" holandeses. É interdita qualquer forma de publicidade, propaganda, patrocínio ou utilização pública de uma marca associada quer à loja, quer aos produtos que possam ser vendidos ou oferecidos. A entrada nestes espaços é proibida a menores de 16 anos e os consumidores maiores de idade só podem adquirir uma quantidade equivalente à dose média individual, calculada para 30 dias, cabendo ao Infarmed fiscalizar a qualidade das substâncias e evitar adulterações que coloquem em risco a saúde pública. As drogas ditas “duras” seriam fornecidas gratuitamente nas farmácias consoante os dados médicos dos referidos registos, separando o controlo das drogas duras do mercado de comercialização legal das drogas leves. Será, igualmente, o Infarmed a autoridade responsável pela definição das quantidades e sustância que podem ser fabricadas ou postas à venda pelas entidades licenciadas.

Sandrina Costa

Media


Espaço consagrado ao jornalismo de investigação é cada vez menor

Com a multiplicação dos «media» o mínimo acontecimento obtém cobertura directa provocando inúmeras discussões em que centenas de comentadores, na televisão e na rádio, e também milhões de bloguistas reagem de imediato à informação. Ao mesmo tempo, o espaço consagrado à investigação e à reportagem é cada vez menor.
Segundo um estudo realizado pelo Project for Excellence in Journalism, uma associação que tem em vista melhorar o nível da Imprensa nos Estados Unidos, revela que na região de Filadélfia o número de jornalistas da imprensa diária passou de 500 para 220 nos últimos 25 anos verificando-se que a maior parte das cadeias de televisão locais recorrem cada vez menos ao jornalismo tradicional. Os autores falam de um «verdadeiro terramoto» no aspecto mediático porque o número reduzido de jornalistas, designadamente nos diários, reflecte menos investigação sobre o mundo político e sobre as empresas.

Jornalismo de investigação sai caro

Os jornais ganham leitores na Internet mas os «sites» não rendem o dinheiro suficiente para financiar grandes equipas de redactores, de repórteres e de fotógrafos. Nos Estados Unidos, em 2005, a baixa difusão dos jornais recuou mais três por cento. Os autores do estudo consideram que o sector perdeu mais de 3.500 redactores desde o ano 2000 o que origina uma baixa de sete por cento. A crise atine o conjunto do sector dos «media», nomeadamente, as três grandes revistas de informação que são a «Time», a «Newsweek» e a «US News  World Report» viram a sua circulação decair.
O jornalismo de investigação sai caro e, por conseguinte, a quebra da circulação e as reduções de pessoal entre os jornalistas não tem tendência a melhorar.

Sandrina Costa

Segunda-feira, Junho 05, 2006

Mundo Universitário

O principal objectivo ESN é estudante ajudar estudante

O Projecto Erasmus Student Network (ESN) surgiu em 1979 a pedido da comissão europeia da cultura, registando-se em Copenhaga, sendo oficializada logo no ano seguinte.
Dirigido aos alunos de Erasmus, este projecto foi criado na Universidade do Minho em 1996, estando temporariamente desactivo durante alguns anos consecutivos reiniciando-se apenas no ano passado em meados de Março/Abril por um grupo de estudantes da Universidade. A ESN Minho pertence exclusivamente a uma secção da ESN Internacional, estando espalhada em Portugal por diversas Academias, nomeadamente na Universidade do Porto, que apresenta notórios desenvolvimentos neste vasto projecto, Braga e duas sedes em Lisboa.
Pedro Almeida, Presidente do ESN Minho e Presidente Nacional do Erasmus Student Network apresenta um forte dinamismo na divulgação e desenvolvimento de um projecto necessário em todas as Universidades do País no sentido de promover “a integração dos estudantes no meio cultural e na nova cidade”. Neste ano lectivo, a equipa de trabalho da ESN aposta nas novas sedes a nível nacional, pois, tal como sublinha Pedro Almeida, “somos um pais fraco na ESN Internacional, só temos quatro secções enquanto que há países como Espanha e Itália que chegam a ter vinte a trinta secções”. De forma a reunir medidas estratégicas a ESN aposta na construção de novas sedes em diversas Faculdades: Coimbra, Covilhã, Faro, Évora e Aveiro.
Abrindo a possibilidade de novos objectivos futuros, o Presidente da ESN Minho tem consciência que se deve apostar em primeiro lugar em projectos pequenos “Não podemos ir já com projectos grandes”. No seu entender a oferta de bilhetes para o jogo Portugal vs. Itália a todos os Erasmus, conseguido através do contacto com a federação Portuguesa de Futebol, possibilitou uma rápida e positiva divulgação do Projecto ESN pelos respectivos estudantes da Universidade do Minho. Entre várias outras medidas, inclui-se a possibilidade de uma reunião da direcção da ESN Internacional: Board Meeting ESN Internacional a realizar-se em junho de 2004, a criação de um cartão da ESN destinado a todos os estudantes estrangeiros que escolheram a Universidade do Minho para efectuar o seu período de mobilidade, uma feira de cultura no Iº semestre do próximo ano lectivo (Braga e Guimarães), Eurodinner (gastronomia dos vários países intervenientes) assim como fins de semana associados a actividades desportivas.
No que diz respeito às dificuldades inerentes a este projecto, Pedro Almeida esclarece que “não há um apoio que deveria ser dado, é por isso que brevemente irei reunir em Lisboa com ambos os organismos para ver os apoios que deverá dar ao ESN Portugal” salientando que o principal objectivo é que “qualquer aluno que queira colaborar com ESN tem as portas abertas”.

Sandrina Costa

Domingo, Junho 04, 2006

Desporto

Atletas da Universidade do Minho na Selecção Nacional de Râguebi

Decorre a óptimo ritmo a época para as atletas da Sociedade Cultural de Râguebi da Universidade do Minho (SCRUM): Catarina Barbosa, 24 anos, natural de Arcos de Valdevez, estudante do curso de Comunicação Social, e Maria Gomes, 20 anos, natural de Braga e ex-aluna do curso de Educação. Para além de treinarem com a equipa da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), constituída por cerca de trinta atletas, maioritariamente elementos do sexo masculino e liderada pelo treinador Américo Gomes, as duas atletas defendem as cores da equipa de Arcos de Valdevez.
Catarina Barbosa treina há cinco anos consecutivos com a equipa da Associação Académica, enquanto que Maria Gomes apenas o faz há três, demonstrando, apesar disso, o seu enorme potencial. Destaca-se que Bárbara Viana, ex-capitã da equipa nacional de Raguebi, pode assumir de novo o lugar de líder na equipa da SCRUM. A convocatória da Selecção Nacional exige às atletas da academia minhota uma enorme disciplina e vontade de triunfar no torneio do Circuito Europeu de Râguebi agendado pela União Europeia da mesma modalidade nos próximos dias 6 e 7 de Março na Tunísia, prevendo-se que em meados de Abril se realize em França a próxima etapa deste circuito.

Sandrina Costa